domingo, 22 de agosto de 2010

do que eu chamo de amor ..

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sábado, 21 de agosto de 2010

Sabe aquela amiga pra TODAS ? ♥

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daquelas que tá do teu lado em todos os momentos :)
nos alegres, tristes, de loucura total, e até mesmo nos sem sentido; quando a gente não tem o que falar, mais basta a presença daquela pessoa pra gente se sentir melhor ? <3
 é aquela , que aconselha, que ri e chora junto. Aquela amiga que você pode contar, qualquer hora, qualquer dia... ela vai estar ali pra te ajudar. Leticia Alonso, você me ajudou nos piores momentos da minha vida, e riu comigo nas horas mais engraçadas. Se tu não existisse, eu ia ter que te inventar com todos os defeitos, com todas as qualidades. Amiga, irmã, conta comigo pra qualquer coisa viu? Eu vou estar sempre aqui. Passe o tempo que for, para mais anos e anos, eu vou estar aqui contigo e eu te quero aqui comigo também. Pra tudo e pra sempre. Nada pode ser maior do que o amor e a amizade que nos une. Eu te amo Lelê. , Minha conselheira, minha amiga, minha irmã! Meu tudo, minha paixão, minha companheira. A melhor de todas

e tudo começou assim , com uma simples conversa por msn , orkut e twitter ..

eu quase MORRI quando ela escreveu tudo isso .. Mais ela só conseguiu fazer com que eu derramasse
lágrimas de alegria e orgulho por ter tido a sorte de ter ganhado uma amiga assim *-*'



dia (02.05.2010) daqui pra frente , para sempre *-*'
ah é , follow nela -> @LeehAlonso :*

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Hoje

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Hoje acordei querendo descobrir aquilo que faltava, aquilo que eu preciso de verdade. Acho que errei, em alguma parte do caminho fiz a escolha errada, e fui seguindo sem perceber. Acomodada, deixei estar.. Acho que voltar não é o certo, mas refazer da onde estou é dificil. Estou perdida, estou confusa e indecisa. Não encontro escolhas certas a fazer, e acho que o que preciso neste momento é tempo. Acordei querendo coisas novas, outras vidas, me reeinventar, e é isso que vou fazer. Mudanças.

A coisa mais difícil na vida é saber que ponte atravessar e qual desviar. (David Russel)

e são só palavras ,

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São Paulo , 20 de agosto de 2010.


Palavras perdidas são como segredos sussurrados ao vento. Você acha que estarão seguros para sempre, mas esta não é a verdade. O vento carrega palavras, como carrega as folhas que caem das árvores amareladas pelo outono. Esse é seu trabalho: carregar. Sopra e move tudo, e algumas palavras são assim, como folhas jogadas no vento. Sem destino, só voando: deixadas na beira de uma estrada; levadas por um riacho; pisoteadas no meio de uma praça. Mas também são mais que isso: palavras são sementes e precisam cair em boa terra ou os corvos as comem. Palavras germinam e crescem. Palavras dão frutos. Alguns frutos são vida, outros, veneno. Palavras também morrem. Palavras também matam.

Enquanto vocês estiverem do outro lado da tela ..

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Amigo é aquele que ocupa um espaço útil em nossos corações.
Mesmo que a distância 
im
peça a presença física,
é apenas um obsctáculo, que não impede a amizade verdadeira.
Porque o que caracteriza a amizade 
é o desejo de compartilhar 
sentimentos importantes, 
pensamentos, experiências e apoio.

Um amigo é alguém que nos quer assim como somos.
Alguém muito especial e tão próximo dos nossos pensamentos que distancia alguma poderá ser longe. é alguém que ao cumprimentar nos faz feliz. é alguém que nos compreende sem necessidade de palavras e permanecem próximos quando as coisas não saem bem, é alguém que está sempre disposto a escultar nossos problemas e nos ajudar a solucioná-los.
A amizade boa não é aquela que existe por interesse, e sim aquela que conquistamos com o tempo !



Nos melhores e piores momentos até agora , VOCÊS estiveram ao meu lado ..me deram apoio quando mais precisei de alguém! e mesmo estando do outro lado de uma simples tela de computador , vocês fizeram o possível e impossível pra me ver feliz , usando só palavras .. Obrigada por tudo, que vocês são. Já não me imagino sem meus pontos de equilíbrio ; eu amo vocês . *-*


@DuduSchurer , @Carol__macan ,
 @LeehAlonso , @Gabiivaz , @pehdiz , @mahcorvacho 

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

No air

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Por mais que eu tente, viver um amor igual ao que eu vivi com você, eu não consigo. Eu só consigo ser completamente eu mesma, do seu lado. E para todos os outros que se aproximam, eu sou apenas uma metade.
Eu estava pronta pra entregar toda a minha vida nas suas mãos. Eu não pensaria um segundo sequer, se tivesse que trocar de lugar com você, e passar por tudo aquilo no seu lugar. Mas você se foi sem nem ao menos pensar que eu morreria sem o seu olhar, sem o seu amor. Mesmo tendo o ar pra respirar, me falta a vontade de viver. Porque você é a razão de tudo, você era o que me motivava a viver cada dia, você é o motivo pelo qual eu ainda estou aqui, porque nós dois somos um. E não importa quanto tempo demore, eu sei que você vai perceber que eu também sou a sua razão, e a nossa história depois dessa longa pausa terá finalmente o seu final feliz.
E me cansei de beijar sapos em vão. E o príncipe encantado jamais encontrei. E assim você chegou devolvendo-me a fé. Sem poemas e sem flores, com defeitos e com erros, porém de pé. E sinto algo em você, algo entre nós dois que me faz insistir. Quando olho em suas pupilas sei que Deus não deixou de existir.
Caçando palavras que nem faço ideia de onde buscar. Escondendo verdades que não sou capaz de enfrentar. Onde estão meus dias de colheita? Aqueles em que plantei sorrisos e colhi mãos que me acolhiam nos dias de frio? Reviro as folhas espalhadas pelo chão da minha mente e meus olhos cansados, já vermelhos e sem brilho, se enchem de dores que só deveriam aparecer amanhã: dores das buscas infinitas por respostas perdidas nos mares do tempo sem fim.
Sabe aquela dor de quando a relação termina? E a gente infelizmente tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
Choro por tudo, me apego facilmente, já fui chamada de hipócrita, falsa, ridicula e olho gordo. Agora fica a seu critério me conhecer. Confio e me apego com facilidade extrema a tudo e a todos, mesmo sem querer, mesmo sem poder. Acho que sempre criamos falsas esperanças quando a gente se apega a alguém, isso faz mal. Mas sempre devemos seguir em frente e aprender que, só devemos se apegar e confiar quando existir algo real! Decidida: tudo o que se começa, se termina. Tudo o que não se deve terminar, jamais é começado. E por fim: defeitos e qualidades fazem parte da minha realidade.

domingo, 15 de agosto de 2010

Balada ? Tô dentro!

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São Paulo , 15 de agosto de 2010.

Ontem , todas nós fomos pra @eazyteen (14.08.2010) *-*' e foi simplismente DEMAISSS .
dançamos até não aguentarmos mais , ficamos com calos no pé , pegação rolou solta , altos gatinhos e muuita música!
Chegamos lá cedinho pra podermos entrar logo .. mais a avenida já estava LOTADAA! geral com anciedade , só esperando dá 16hrs pro portão abrir :)
tinha marcado de ver um amigo  meu lá (@leocrash) , mais não rolou .. 3.000 pessoas bombaram a melhor matinê de São Paulo. e por incrivel que pareça, eu não fiquei com ninguém! (isso mesmo , nenhum beijo) rs.
enquanto todas as meninas pegaram , eu só dançava! :p
Quando o  #CHRISWILLIS apareceu foi uma loucura , JURO. Nunca vi um cara cantar tãaaaao bem como ele! realmente ele manda muito bem .. foi insano :)
EAZY TEEN , SEMPRE A MELHOR *-*' 


voltamos pra casa era 1hrs da manhã , porque algumas começaram a passar mal! não comemos nada o dia inteeeeeirinho .. só na base da H20H , TNE e REFRI ;s
enfim .. próximas atrações , concerteza estaremos lá ;D
Ah , e o liindo do @galesco também estava lá ..
beijinhos :*

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

When I look at you .

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São Paulo, 13 de agosto de 2010


Boa noite gentee , *-*'
Começaram a semana dos trabalhos na escola , nos primeiros dias eu estava disposta pra tudo! adoorei me sentir daquele jeito .. mais agora, quero as férias de novo ( nunca desejei que elas fossem embora) mais enfim, não quero acordar cedo, não quero fazer lição e só penso em durmir a toooda hora!
O professor falando na sala, e eu fico caindo .. HAHAHA'
minha fome também diminui , (estranho!) se antes eu comia 2 lanches , hoje já nem sinto fome direito .Vou marcar uma consulta no médico, porque to sentindo muita tontura e indisposição :\ vou vê se ele me receita uma vitamina pra compensar a energia que eu to perdendo fazendo curso , estudando e ajudando minha vó como babá de crianças a tarde .
Meu velhinho ficou ainda mais velhinho ontem (12.08). Nem fiz uma homenagem pra ele aqui, porque senti uma preguiça ENOORME! só pra vocês ter noção :x


AAAAAAA , XÔ CONTA !!!
começei a usar óculos , mais encomendei um par de lentes também né? só que a maldita ótica até hoje não estregou minhas belezinhas ;@' ( isso faz 2 meses quase).
então minha tia, me duou um par de lentes *-*' elas são azuis .. mais no meus olhos elas ficaram meio esverdiadas \õ/' EU AMEEEEEEEI . juro!
nos primeiros dias, foi tenso de coloca-las e até me acustumar! simplismente horrivel mesmo. Eu demorava cerca de 30min. só pra por a lente em UM OLHO ¬¬' mais agora, em 10 min. eu consigo ajusta-las e tals.
Vejam : 


ficou lindinho né? *-* (uhuum, eu também achei! rs)
xoxo @maymarcondes :*

terça-feira, 10 de agosto de 2010

ana caroline diniz bruno ♥

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Minha melhor amiga é: aquela que eu conto absolutamente tudo, e sinto que fui entendida. Aquela que não tem vergonha de dizer o quanto me ama. Que passa comigo os momentos mais difíceis da minha vida, e os mais felizes também. Aquela que me abraçou em silêncio e sentiu eu chorar, que faz tudo que eu peço, que apóia minhas loucuras, que ouve quando eu estou apaixonada e passo horas falando no mesmo assunto, aquela que parece minha mãe, e vive me dando conselhos, aquela de quem eu sinto muito ciúme, aquela que segura meu braço quando eu tropeço, ou atravesso a rua sem olhar, aquela que irrita, mas que eu não imagino a vida sem ela, aquela que me defende de tudo e de todos, aquela que chora a minha dor. Digo sem piscar que a vida vale a pena por causa de uma amizade. E quem me ensinou isso foi você! Caroline ♥ 
melhor amiga do mundo!




melhor amiga do mundo!

Desde sempre , para sempre!

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São Paulo , 10 de agosto de 2010

Um dia a maioria de nós irá separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos; dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos.Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... Do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe nos e-mails trocados...

eu amo vocês e agradeço a deus todos os dias , por ele ter permitido que cruzassem meu caminho! não me  importa se foi por um curto ou longo prazo .. cada um ocupou o tempo necessário pra se tornassem inesquecíveis pra mim, ao ponto de nem o tempo poderá apagar!
Obrigado por tudo que voces foram , é e sempre seram . Concerteza vocês são a definição de amizade.

PRA SEMPRE MEUS.





domingo, 8 de agosto de 2010

Na vida real,

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.. os amores são um pouco diferente do que no conto de fadas, eles normalmente não foram feitos para serem felizes pra sempre, mas foram feitos pra sempre enquanto felizes. Que dure enquanto houver fidelidade, felicidade e enquanto isso nos bastar.
E o que eu quero e busco? Acho que não só eu, mas todas as mulheres como eu, buscam uma relação onde não haja apenas frases decoradas, palavras por palavras. Queremos sentir o amor. Queremos amar de verdade. No olhar, quem já amou sabe do que eu falo. Quando se ama alguém esse sentimento não é igual é único, ele simplesmente transborda pelos olhos, pelos poros, pela pele, pela química. O amor não é um filme romântico, onde duas pessoas são perfeitas. Não, elas não são perfeitas, elas são humanas, elas tem defeitos, uma gosta de rock e a outra de pagode, mas nem por isso elas precisam mudar seu jeito de ser, porque simplesmente se amam do jeito que são.

 @maymarcondes

Parabéns pelo seu dia!

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São Paulo , 8 de agosto de 2010

Pai de verdade mesmo sabe que ser pai não é simplesmente
recolher o fruto de um momento de prazer, mas sim perceber
o quanto pode ainda estar verde e ajudá-lo a amadurecer.
Ele não é simplesmente quem atende a caprichos: ele sabe perceber quando existe verdadeira necessidade nos pedidos.

MEU PAI É O CARA!


Feliz dia dos Pais , pai! 
eu amo você .

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Era 7 de outubro .. PARTE III

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A lista de espera por um coração é grande, e não sei se ela conseguirá sobreviver até chegar sua vez de receber um novo coração.
Como poderia viver em um mundo sem Ana?! Saiu do lugar. Não podia esperar as coisas acontecerem, e ele ser egoísta e ficar em seu mundo, fumando até Ana ir pra outro lugar. Ele pegou um papel, uma caneta e escreveu um endereço, e um horário, uma hora depois daquilo. Entregou para o noivo de Ana, que agora estava na sala de espera.
- Já foi vê-la? – Perguntou Bruno. O noivo negou com a cabeça.
Ele saiu andando, saiu do hospital. Foi para seu escritório, pegou 3 papéis grandes e digitou 3 cartas. Uma para os pais. Uma para Ana. E uma sobre os desejos que tinha.Ele tomou um remédio depois disso. E dormiu, lenta e serenamente, dormiu. Não acordaria mais. Quando o noivo de Ana chegou, encontrou Bruno deitado no chão, sem pulso. Estava morto. Em cima da mesa, 3 cartas. Um recado para ele: "Eu não gosto de você. Nunca vou gostar. Mas mesmo assim, você tem que fazer algo que não poderei fazer. Leve meu corpo para o hospital, com essa carta em cima dele. A carta que está em cima das outras.
Após isso, entregue a segunda carta para Ana quando ela acordar. E quando a noticia da minha morte chegar, entregue a terceira para os meus pais."
Assim acabava a carta. Felipe não acreditava no que lia. Não acreditou, e nem precisava. Correu para o hospital em seu carro. Ele entregou a carta e o corpo do homem, que agora estava ainda mais branco. Aconteceu na hora; o coração dele foi tirado e levado para Ana. Quando ela acordou, não muito depois, viu os pais dela, seu noivo e os pais do namorado de 6 anos atrás. Eles sorriam e choravam; ela não entendeu. Foi quando viu a carta com a letra dele, escrito o nome dela. Ela pegou a carta e leu, então. "Meu amor, bom dia. É hora de acordar. Eu não pude te ligar hoje, você estava ocupada. Por isso deixei essa carta. Sabe, eu não vou estar ai por um bom tempo, as pessoas sabem quando a sua hora chega. E eu aceitei a minha com a mesma felicidade que eu tinha quando te vi na frente da sua escola. A minha hora chegou quando seu fim estava próximo.Eu te prometi que te protegeria de tudo e qualquer coisa que acontecesse, e mesmo sem chamar, eu estive lá. Desta vez não me chamou, quis resolver sozinha, eu não podia deixar. Eu resolvi dar um fim então. Eu estava ficando cansado, o trabalho pesava demais. Mas porque agora? Eu não sei. Mas não teria sentido eu viver em um mundo que você não existe. Então eu decidi ir antes e ajeitar as coisas. Pra daqui a alguns anos nós conversarmos aqui na minha nova casa. Agora eu tenho que ir, meu amor. Esse coração no teu peito, esse coração que bate no teu peito. É o mesmo coração que está inundado do amor que você disse não ser o suficiente. É o mesmo coração que lhe dava amor todo dia. Por favor, cuide bem dele. Agora eu preciso ir, preciso descansar um pouco. Eu vou estar sempre contigo.
Eu te amo ! 
PS: Não sei se vou conseguir te acordar amanhã. Você me perdoa por isso?"
Então ela chorou. Chorou e abraçou os pais, os pais dele. Chorou como nunca, e tremia por tantas emoções passarem por seu corpo. Ana encarou o noivo. Terminou o noivado naquele dia. Não adiantava esconder algo que estava na cara: ela amava Bruno, e seria sempre o SEU Bruno. ELE era o homem de sua vida, não Felipe. O homem que sempre esteve lá, amando-a ao máximo. Em qualquer momento.
Ela chorou muito, e seguiu a vida. Todos os dias ela lembrava de Bruno. Viver em um mundo sem ele não fazia sentido. Mas não desperdiçaria todo o amor e que estava dentro dela. Ela podia sentir seu coração batendo. Ela lembrava a cada momento, que mesmo separados eles estavam juntos. Mas apenas uma coisa fazia seu coração se apertar, se contorcer de dor. Que fazia uma lágrima se escorrer sempre que pensava nisso.
Ela sentia falta daqueles beijos. Dos beijos que foram negados. Mas ela foi feliz. Morreu com seus oitenta e tantos anos. Mas era sempre feliz. Afinal, 
O coração do homem de sua vida batia dentro dela.

Era 7 de outubro .. PARTE II

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Foi andando para a sua casa. E ao contrario de momentos tristes clichês ( eu odeio clichês), não estava chovendo. O céu estava azul, o sol brilhava, como raramente acontecia em Bolton. Mas o que estava dentro de Bruno (e de Ana) não era assim tão brilhante.
Para Ana chegar em casa, tinha de passar pela frente da casa de Marcela – era esse o motivo de um sempre estar na casa da outra; elas moravam lado a lado. A garota passou correndo, chorando, enquanto Marcela estava na janela. Marcela saiu correndo de casa – ignorando completamente o estado critico em que se encontrava: blusa dos ursinhos carinhosos, cabelo preso em um rabo-de-cavalo mal ajeitado, short curto de florzinhas e pantufas do tigrão – indo logo para a casa da amiga. Ela bateu a campainha, e a mãe da amiga atendeu. Disse que podia subir as escadas, Ana estava em seu quarto.
Marcela subiu correndo, tropeçou, quase caiu 3 vezes – ‘Malditas escadas enormes’, pensava – mas chegou ao quarto em segurança (lê-se sem sangue escorrendo pela cara).
- Any! O que foi, amor? – A garota encontrou a amiga deitada, chorando em sua cama.
- O Bruno! – Ana não conseguia falar direito. Por essa mini-frase Marcela tinha entendido. Não tinha mais Ana e Bruno pra sempre e sempre e sempre e sempre. Agora era Ana. 
A garota aprendeu a viver com a dor. Passaram-se 5 anos, Bruno estava formado em direito, era um advogado de sucesso, ainda morando em Bolton – nunca largaria a cidade que abrigava seu, ainda, maior amor. Ana era uma fotógrafa de sucesso, ganhava a vida fotografando famosos de todo mundo – mas não saíra de Bolton também, amava a cidade com todas e cada fibra de seu ser.
Bruno era melhor amigo de Ana, Ana era melhor amiga de Bruno. Ana tinha um noivo, um executivo de sucesso, que vivia de Londres pra Bolton, de Bolton pra Londres. Já Bruno sabia: por mais que tentasse achar alguém igual à Ana, não conseguiria. Só ela seria o amor da sua vida, que ele amava excepcionalmente. Nunca iria mudar.
Ana iria passar algum tempo fora da cidade, iria para a capital, fotografar uma banda inglesa. Iria dirigindo à Londres – depois de tanto custo para tirar a carteira de motorista, agora queria mostrar ao mundo que tinha um carro e sabia guia-lo.
Um carro. Dia chuvoso. Pista dupla. Um caminhão. Visão confundida. Bebida em excesso. No que isso poderia resultar? Não em uma coisa muito boa, com certeza. O caminhão bateu de frente com o carro de Ana. Ela não estava muito longe de Bolton, portanto ela foi levada para um hospital na cidade. O seu noivo, por sorte, estava em Bolton. Foi avisado, depois os pais, Marcela. E por ultimo, Bruno. 
Ele se apressou em chegar ao hospital que Ana estava internada. Ele chegou antes mesmo de Felipe, noivo da garota. Bruno andou por corredores com luzes fluorescentes fracas, brancas, o que aumentava a aflição dele.Como estaria Ana? A SUA Ana? Ele nunca imaginou nada de mal acontecendo à SUA Ana. Ela sempre seria dele, amiga ou namorada. Seria dele.
Achou o quarto em questão, 842. Abriu a porta com cautela, e viu a imagem mais horrível que jamais poderia ter imaginado: Ana, sua Ana, deitada em uma cama de hospital, com ferimentos por todo o rosto e braços – as únicas partes de seu corpo que estavam aparentes. Ele chorou. Não queria ver a pessoa que ele mais amava em todo o universo daquele estado. ‘Frase clichê’, pensou, ‘mas porque não eu?’. As lágrimas caiam com força. Ele saiu do quarto com a visão embaçada pelas lágrimas; não sabia o que podia fazer.Ele foi para o lugar do hospital em que se era permitido fumar, e fez uma coisa que não fazia desde que tinha conhecido Ana: acendeu um cigarro. Começou a fumar, e ficou sozinho lá, encarando a parede. Imaginando se teria sido diferente se ele tivesse continuado em Londres. Ele lembrava, foi quem apoiou o curso de fotografia.
- Ah, cara... – Ana chegou se lamentando.
- Que foi, Any? – Bruno sorriu.
- Eu tenho que escolher o que eu vou fazer da vida, mas... É difícil demais!
- Eu sei bem como é... Porque não tenta fotografia? – Bruno apontou para a máquina digital, que agora estava nas mãos da garota. – Eu sei que você adora tirar fotos.
- Bruno, sabia que você é um GÊNIO? – Ana sorriu e abraçou o melhor amigo. SEU melhor amigo.

Se ele não tivesse sugerido o curso, Ana não estaria no hospital à essa hora. Os pensamentos profundos do garoto foram cortados quando a porta se abriu, fazendo o garoto estremecer.
- Ah, que susto, doutor. – Bruno se virou.
- Desculpe. Você é Bruno, certo?
- Certo.
- Bom, você tem bastante contato com Ana, certo? – Bruno balançou a cabeça positivamente. – Nesse caso, eu sinto muito. Para sobreviver, a Ana precisaria de um coração novo.

Era 7 de outubro .. PARTE I

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Ana se lembrava bem. Como em todos os outros dias, ela se levantou, entrou embaixo do chuveiro, lavou seus cabelos, colocou uma roupa, comeu algo e foi pra escola. Quando a garota chegou em casa, abriu seu MSN. Um convite novo. ‘Aceite’, pensou ela. Foi por sua intuição, sempre ia. Era um garoto, chamado Bruno. Os dois começaram a conversar. Com o tempo descobriram que gostavam das mesmas bandas, das mesmas comidas, do mesmo tudo.
Tinha quase tudo em comum, exceto uma coisa: a cidade. O garoto morava em Londres. A garota, em Bolton, uma pequena cidade ao sul da Inglaterra.
Eles começaram a conversar mais e mais. Cada dia mais, cada vez mais. A mãe de Ana achou que estava viciada em internet, o que realmente estava. Ela estava certa, Ana não podia contrariá-la. A garota era apenas muito preocupada com seu futuro, não deixava de fazer lições de casa para entrar no computador. Mas assim que acabava, ligava logo o aparelho.
Era também o caso de Bruno.









O garoto sempre que chegava da escola deixava o computador ligado, com o Messenger aberto. Desligava a tela do computador, e fazia a lição. Sempre tinha pouca, então ficava esperando Ana, até 6 da tarde, que era quando a garota entrava, mais ou menos.
Os dois começaram a conversar aos 17 anos, e foi assim. No começo dos 18 anos, aconteceu a coisa mais esperada pras amigas de Ana (sim, porque as amigas sabiam de tudo, e esperavam há cerca de 9 meses algo acontecer): Bruno a pediu em namoro.
E foi assim, se conheceram por um computador, namoravam por um computador. O que os dois tinham era maravilhoso. Uma coisa que as amigas de Ana jamais haviam experimentado, ou ouvido falar. Nem mesmo na ‘vida real’. Eles confiavam um no outro mais que qualquer casal que todas as amigas de Ana já tinham visto, ou ouvido falar. Isso requer, realmente, muita confiança. E eles se amavam. Quando as amigas de Ana passavam o dia na casa da garota, elas viam a conversa. Elas conseguiam sentir o amor.
Eles estavam completa e irrevogavelmente apaixonados. Não havia nada que mudaria aquilo. O tempo passou, os dois ficavam mais apaixonados a cada dia (o que ia totalmente contra as idéias de Marcela, amiga de Ana. A garota pensava que a cada dia que se passasse, a tendência era o amor se esvair. Eles provaram que estava errada). Todo dia de manhã, na hora da aula dos dois, Bruno ligava para a garota. A acordava, para começarem o dia com a voz um do outro. Um dia o garoto apareceu com a boa notícia: ele conseguiria ir para Bolton. Passaria um dia lá, pois viajaria.
Eles se encontraram à noite, em frente à ex-escola de Ana. Ela conversou com o garoto. Ana não quis beijá-lo.
- Vou ficar dependente de você. Sei que você é uma droga pra mim, é viciante. Então se eu te beijar hoje, não vou conseguir ficar mais um minuto longe de você. A gente vai se reencontrar. E ai, vamos ficar juntos pra sempre.

Ela disse e o abraçou. Com mais força do que já abraçou outra pessoa. E o garoto se contentou em encostá-la. Ele sabia que o que Ana estava falando era verdade. Eles IRIAM se encontrar. E IRIAM passar o resto da vida juntos. Ele tinha certeza que ela era o amor da vida dele. Bom, agora a ‘maldita inclusão digital’ se transformou na melhor maldita inclusão digital.
O tempo passou rápido quando eles estavam juntos. Se divertiram muito, e Bruno gostou da simpática cidade da sua namorada. Ele foi embora no dia seguinte, cedo demais para conseguirem se despedir.
O tempo passou, e o amor dos dois só ia aumentando. Passaram-se 6 meses desde que Ana tinha conhecido seu namorado pessoalmente, e Marcela ainda não entendia por que eles não tinham se beijado.
- Any, você já parou pra pensar que pode ter sido uma chance única?! Você foi idiota, você sabe disso, né? – A garota dizia, sempre culpando Ana.
Mas ela sabia o que era melhor pra ela. Já tinha cansado de explicar para Marcela. Não explicaria mais uma vez. Haviam 9 meses que os dois namoravam, e um ano que se conheciam.
Eles se amavam muito, mais que qualquer pessoa que as amigas e amigos do casal já tinha visto. Um dia, Bruno apareceu com a notícia: ele conseguiu uma bolsa em uma faculdade em Bolton, e se mudaria para a cidade tão desejada.
Ana se chocou com isso. Por semanas se perguntou se sacrificaria o tanto que o garoto iria sacrificar por ele. Mas ela não era a maior fã de pensamento. Isso a fez mal.
- Any, deixa de ser besta. Você o ama, até eu posso perceber isso! E você sabe, eu não sou a pessoa mais esperta do mundo. – Marcela disse, encorajando a amiga.
- Eu sei, Marcela, mas... Ele tá desistindo da vida toda dele em LONDRES pra vir pra BOLTON! Por mim! – Ana disse – E pela bolsa que ele ganhou na faculdade, mas é mais por mim, ele me disse.
- Ana, presta atenção. – Ana olhou pra amiga. – Você não sabe quantas meninas invejam você. Não sabem mesmo. Eu, por exemplo, te invejo demais. Daria qualquer coisa pra ter um namorado como o seu.
Vocês confiam tanto um no outro, e se amam tanto. Eu tenho até nojo de ficar no quarto com você quando você ta conversando com ele. É um amor que se espalha no ar, que nossa senhora! Eu consigo sentir os coraçõezinhos explodindo pelo quarto. Ai fica tudo rosa, e você fica com uma cara de sonho realizado pro computador! Any, pára de subestimar o que você tem. Deixa de ser idiota.
- Você é um amor, sabia? Marcela, não sei. Não dá. Eu não desistiria de tanto por ele, e eu acho injusto ele desistir de tanto por mim.
Marcela bufou. Porque a amiga tinha que ser tão burra?
Meses se passaram, o tempo passava rápido. Ana não terminaria o namoro por messenger, frio demais. Ela esperaria o namorado chegar. 
A garota tentava adiar o máximo possível, por mais que quisesse ver o garoto de novo. Ele tinha um cabelo lindo, e olhos mais ainda. Ana conseguiria ser invejada por todas as garotas da cidade se fosse vista com ele. Mas ela não queria inveja. Queria seguir o seu coração.
Quanto mais Ana queria adiar a situação, mais as horas corriam, e com elas os dias, as semanas, as quinzenas, os meses. O ano.
Chegou o dia; Ana esperou o seu futuro-ex-namorado onde se encontraram meses atrás.
Ela negou o beijo mais uma vez. O namorado ficou sem entender, mas aceitou.
- Olha, eu tenho que conversar com você.
- Diga. – Bruno sorriu.
- Quando você me disse ‘Vou me mudar pra Bolton’, eu fiquei feliz. Mais feliz que já fiquei há muito tempo. Mas depois eu comecei a pensar se faria o que você ta fazendo por mim. Você desistiu de toda sua vida em Londres, Bruno.
- Eu sei. Pelo melhor motivo na face da Terra.
- Não, não é. Eu sinto que eu não to sendo justa com você. E sem ser justa com você, eu não sou justa comigo. Eu não sei se eu faria o que você fez. Eu acho que não. Eu sou egoísta demais, eu não sei. Não quero mais ser injusta com ninguém, não quero dormir pensando isso. Há meses eu penso nisso, e fico com peso na consciência. E, de verdade, eu não sei se seu amor é o suficiente pra mim. – A garota disse e virou as costas.